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Afinal o que é melhor no futebol: ganhar ou jogar bonito?Enviado por Antonio Carlos em sex, 06/08/2010 - 12:55 |
Após o ressurgimento do Santos, campeão paulista e da Copa do Brasil deste ano, voltando a ser aquele Santos que já encantou o país em outras oportunidades, ressurgiu também a velha discussão sobre o que é melhor: jogar feio e pragmático e ganhar os jogos como defendia o ex-técnico da seleção brasileira Dunga ou jogar bonito e se arriscar a perder os jogos, como pregam os mais puristas e saudosistas, que viram não times maravilhosos como o próprio Santos na década de 60, considerado por muitos o maior time do mundo em todos os tempos, o Flamengo campeão mundial de 81, o Palmeiras na época da Academia na década de 70 e claro, as seleções brasileiras de 82 e 86?.
Aliás, justamente a perda dos títulos mundiais de 82 e 86, quando o Brasil tinha um verdadeiro timaço com Zico, Sócrates, Júnior e outros, foi que começou esta polêmica, com o técnico Telê Santana bradando que o Brasil perdeu o título mas sagrou-se campeão moral pela beleza do futebol apresentado nestas duas Copas. Muita gente que participa desta polêmica, acha que a única vez em que a seleção brasileira conseguiu juntar a arte com a vitória em campo foi na Copa do México em 70, para muitos a melhor seleção brasileira de todos os tempos.
Naquela Copa, primeiro João Saldanha e depois Zagallo, os técnicos que montaram aquela seleção, conseguiram convocar os melhores jogadores em atividade no Brasil, já que todos jogavam nos grandes clubes daqui, e mesmo Zagallo sendo obrigado a deslocar alguns jogadores para outras posições como os casos de Jairzinho, Tostão, Rivelino e Piazza, teve a inteligência de extrair o melhor de cada um deles, sem contar o rei Pelé é claro, e daí surgiu o time que até hoje é reverenciado em todo o planeta como melhor de todos os tempos.
Eu, particularmente sou a favor do futebol bonito, bem jogado e de espetáculo como joga o Santos de hoje, mas também compreendo que, com a globalização do futebol, o desaparecimento de craques fora de série, e a debandada dos nossos melhores jogadores muito cedo para o exterior, fica difícil para o técnico da seleção, seja ele quem for, conseguir convocar os melhores jogadores e extrair do grupo ou individualmente, um rendimento que torne o time competitivo e espetacular.
De qualquer maneira, a polêmica é muito interessante e vai percorrer através dos tempos as mesas e rodas de discussão do nosso esporte preferido.















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