Clubes de futebol querem acabar com a pirataria de produtos

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Os principais clubes de futebol do país, estiveram reunidos na semana passada no Rio de Janeiro, para traçar planos e metas uniformes, no sentido de tentar, senão acabar, pelo menos diminuir a pirataria de seus produtos esportivos, uma prática comum em todo o Brasil, e que faz com que os times mais populares deixem de arrecadar milhões de reais por ano.

Atualmente, são comercializados como produtos piratas, todo tipo de material esportivo e produtos ligados aos clubes que se possa imaginar desde canecas e chaveiros até camisas e agasalhos, e claro por um preço bem mais acessível aos bolsos das pessoas com menor poder aquisitivo, mas de qualidade duvidosa e bem inferior aos ditos produtos oficiais.

Há dois lados que precisam ser focalizados nesta questão: primeiro que a população de uma renda alta, raramente compra este tipo de produto e até pelo contrário só compra produtos licenciados, justamente pelo poder aquisitivo que possui.

Já os menos afortunados, até por necessidade, por não possuir recursos financeiros é até obrigado a adquirir produtos piratas vendidos por camelôs em qualquer esquina por um preço bem inferior.

Imagine-se quanto um clube como Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Santos e Vasco, entre outros, e os nossos 3 daqui, Paraná Clube, Atlético e Coritiba, deixam de arrecadar durante o ano, por venderem menos seus produtos oficiais. Mas aí entra a questão do valor dos produtos, pois enquanto uma camisa oficial é vendida por quase 200 reais a réplica de qualidade inferior não custa mais que 25 reais, pouco mais de 10% do valor da peça original.

Eu, particularmente acho caro demais o preço cobrado principalmente pelas camisas oficiais, aliás, é o mesmo que se diz em relação aos preços de CDs e DVDs, cujos originais são caros demais e a grande maioria da população prefere comprar os piratas vendidos nos camelôs.

Esta inclusive é uma discussão interessante, uma vez que, ao invés de se tentar com a pirataria seria também inteligente, se tentar diminuir o preço dos produtos oficiais, já que a imensa maioria das pessoas não possui condições financeiras para adquirir os produtos licenciados.

Se analisarmos a questão friamente, veremos que, mais de 80% da classe trabalhadora e que ganha um salário mínimo ou pouco mais, não têm condições de gastar metade do que ganha mensalmente para comprar uma camisa do seu time do coração.

Portanto, essa discussão que ainda irá se estender por muito tempo, terá que ser ampliada, melhor avaliada e analisada, porque nem todos tem poder financeiro para adquirir os produtos oficiais.

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