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Os Diários da ALEPEnviado por Pr Edson Praczyk em qua, 31/03/2010 - 11:44 |
Ao longo de três mandatos como deputado estadual, tenho procurado ser acessível ao máximo. Atualmente em razão da avalanche de denúncias envolvendo o poder legislativo estadual, por onde quer que eu ande sou questionado sobre o que penso a respeito de tudo isso; respondo que vivemos um momento muito positivo, onde as pessoas são despertadas para compreender que seu dever vai muito além de votar para este ou aquele político, também é dever de toda a sociedade acompanhar seus representantes eleitos, quer seja na esfera federal, estadual ou municipal,
além do mais penso que, partindo do pré suposto das irregularidades serem verdadeiras, caso essas denúncias não acontecessem jamais haveria a investigação necessária para extirpar os possíveis erros na ALEP, mal comparando, imagine se seu corpo estivesse doente, por um câncer por exemplo, é preferível descobrir a presença da enfermidade para tratá-lo há tempo, do que desconhecer a sua existência; percebi também que graças as denúncias cresceu o número de manifestações de grupos organizados exigindo explicações; comportamento que também aprovo, por crer piamente que toda e qualquer manifestação pacifica, ordeira, sem quebra-quebras e agressões é salutar, já que é comum em discursos políticos, principalmente em épocas eleitorais que “o povo é o nosso patrão”, sendo assim, como patrão tem o direito de repudiar, criticar e até punir os seus subalternos. Mas já que toquei no assunto, considero que a melhor e mais eficaz manifestação de repúdio é feita de dois em dois anos, no momento do voto, ao se sentir mal represento, traído ou desapontado, o cidadão não deve reeleger aquele que deixou a desejar. Portanto a maior manifestação de protesto, por exemplo, nesse ano, será dada em 3 de outubro.
Que a cada brasileiro zele e valorize mais seu direito de cidadania melhor escolhendo seus candidatos, porque só assim tanto o poder legislativo, quanto o executivo poderão ser depurados.
Bom, essa é minha opinião, mas quero que você, através desse espaço, expresse a sua. Muito obrigado.















Ok., obrigado pelo
Ok., obrigado pelo esclarecimento.
Forte abraço.
Com relação as denúncias,com
Com relação as denúncias,com toda a certeza podemos descartar o "pré suposto". A respeito de sua colocação no que se refere a não "existirem as denúncias",penso o seguinte: Graças a Deus que denunciaram, caso contrário o oba oba continuaria sabe-se lá até quando??!!!O povo deve ter consciência que realmente é patrão, afinal de contas são nossos impostos que proporcionam que nossos representantes sejam remunerados,tenham estrutura(e que estrutura)para por em prática o que se comprometeram.
Fazer, leis que beneficiem o povo. É verba daqui, verba dali, combustível, telefone, carro, etc. e tal, tudo "free". E aí, cadê o retorno??!!!
Por esta razão é que estamos exigindo a devolução do que foi desviado,aproximadamente R$ 40 milhões que poderiam ter sido usados no setor de saúde, educação, enfim, em setores que efetivamente satisfariam as necessidades do povo.
Quero deixar claro que não tenho nada contra V.Exª., pelo contrário, o estimo muito, inclusive votei no senhor.
Agradeço por este espaço, ele me dá condição de expressar minha indignação e ainda, é um excelente exercício de cidadania. Muito obrigado.
Caro Douglas, agradeço o
Caro Douglas, agradeço o apreço e o seu voto de confiança; e digo que compreendo sua posição e considero-a corretíssima, bom seria se todos seguissem seu exemplo acompanhassem e cobrassem seus representantes; mas com respeito ao uso da a expressão "pré-suposto", prefiro mantê-la pois a Constituição Federal em seu art. 5º LVII afirma "ninguém pode ser considerado culpado antes de transitado e julgado da sentença".
Forte abraço e que Deus te abençoe.
"Não ser considerado culpado"
"Não ser considerado culpado" é o mesmo que ser "presumido inocente"??!!
Quando falo que a expressão pré-suposto deve ser desconsiderada, é baseado no que todos estão vendo na mídia. Não estou julgando ninguém, quem sou eu para tal, cabe ao ministério público investigar. Como o Sr. bem o disse, aplique-se o art. 5º LVII.
Deputado, peço que o Sr. tome estes meus comentários como um desabafo,não suporto mais ver tais desmandos da classe política não dar em nada, nenhuma punição, enfim, que se faça justiça.
Muito obrigado pelo seu retorno, que Deus o abençoe.
Meu caro, particularmente
Meu caro, particularmente duvido que, nesse caso, os culpados fiquem impunes.
Ok., o Sr. tomará alguma
Ok., o Sr. tomará alguma atitude caso os culpados fiquem impunes?? É claro,no caso de um político ser culpado, este jamais será punido, talvez até seja. Considerando que imunidade parlamentar e foro privilegiado sejam prerrogativas para que não haja punição para a classe política, o Sr. está coberto de razão. Mas vamos a luta, afinal de contas a vida continua.
Talvez num futuro próximo,os políticos corporativistas sumam da face da terra.
Felicidade, tudo de bom.
Apenas permita-me discordar
Apenas permita-me discordar em partes, penso um pouco diferente, creio que embora muita coisa ainda tenha que mudar, os tempos já são outros, salvo melhor juízo desde a emenda constitucional nº 35/2001, a imunidade parlamentar agora é restrita apenas as idéias, as opiniões e a ideologia dos parlamentares. O mandato não acoberta mais crimes comuns, tanto que já não são mais raras as cassações (de 2001 até 2006, 623 políticos tiveram o mandato cassado por denúncias de corrupção - dados divulgados pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral - fora os que perderam cargos em virtude de condenações criminais) além do mais até pela sobrevivência dos próprios deputados, com transmissão pela TV, painel eletrônico e voto aberto, duvido que o corporativismo fale mais alto.
Quanto a mim, entendo que é competência do poder Judiciário, após transitado e julgado decidir quem é culpado ou não.
Forte abraço.
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