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Reforma Política divide opiniões de deputadosEnviado por Pr Edson Praczyk em seg, 29/06/2009 - 18:42 |
Fonte: www.gazetadenovo.com - Data: 29 de Maio de 2009
A reforma política que tramita no Congresso Federal já provoca reações na Assembléia Legislativa do Paraná. Na avaliação do deputado Elton Welter (PT) o atual modelo político eleitoral está falido, “porque não serve a visão coletiva partidária, apenas à visão individual”, justificou. Dessa forma, ele entende que o financiamento público é fundamental: O fim do financiamento privado é uma boa saída para a sociedade, pois representa o fortalecimento dos partidos e ainda eleições mais igualitárias”, completou.
Neste ponto, o líder do PMDB na Assembléia, Waldyr Pugliesi, também concorda, o de que o financiamento público possa trazer eleições mais justas, onde todos possam participar com os mesmos recursos, mas na opinião dele o debate deve ser mais aprofundado. O deputado acredita que a lista fechada possa representar a defesa do partido e o comprometimento dos filiados “é claro que a sigla partidária irá colocar na lista os mais qualificados, evitando assim a participação de pessoas que não tem conhecimento do que é partido, programa de partido e ideologia”, destacou.
Para o deputado Elio Rusch (DEM) há outros pontos que devem ser discutidos, entre eles a unificação das eleições a votação para todos os cargos eletivos deveria acontecer num único dia para agilizar o processo eleitoral”, argumentou. O deputado defende ainda um mandato de cinco anos e a proibição de coligações proporcionais num primeiro momento, mas a permissão para a majoritária, assim como a chamada cláusula de barreira, que exige do partido um número mínimo de votos.
Na opinião do deputado Tadeu Veneri (PT) as coligações proporcionais não deveriam existir, enquanto que a cláusula de barreira sim, pois seria uma forma de diminuir o número de partidos no País. A fidelidade partidária e o voto distrital misto são outros pontos defendidos pelo petista.
“A moralidade na política passa pela fidelidade partidária”. A afirmação é do deputado estadual e líder do Democratas na Assembléia Legislativa, Plauto Miró Guimarães. Tendo como única filiação o Democratas (ex-PFL), o parlamentar explica que tem respeito por pessoas que se posicionam partidariamente e defendem uma posição, uma linha ideológica e programática, sem ter a necessidade de estar pulando de partido, como “pipoca na panela”. “A proposta de reforma política, hoje, contempla a infidelidade partidária, mesmo depois de toda a cobrança da sociedade para que os candidatos eleitos pelo voto popular não possam trocar de partido. O Supremo Tribunal Federal (STF), com seu colegiado, também já se posicionou pela fidelidade partidária e exige que isso seja cumprido”,diz.
O deputado criticou outras propostas para a “nova” regra eleitoral. Entre elas, a alteração que visa dar fim ao voto do eleitor no seu candidato. “A população passaria a votar em chapas de partidos e não em seus candidatos, com os quais simpatiza e apóia pela proximidade das convicções”, disse, manifestando também sua posição contrária ao financiamento público de campanhas.
Já o deputado Pastor Edson Praczyk (PRB) acredita que o voto facultativo possa representar um avanço “assim o político terá que apresentar um diferencial muito grande para fazer o eleitor sair de casa e ir votar”, enfatiza. Quanto ao financiamento público e a lista fechada ele é categoricamente contra, pois no entendimento dele as duas alterações não seriam benéficas ao processo eleitoral. “O financiamento público de campanha não extinguirá a corrupção e nem o caixa dois, como tem sido alardeado. Pois, aqueles que predominantemente não possuem uma índole exemplar criarão seus mecanismos e seus meios”, ponderou. O deputado disse ainda que antes de ser estabelecido o financiamento público deva ser feito um plebiscito popular para consultar a opinião da população.















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