O Cristão na política |
Governo de Deus
Avisado disto, Jotão foi, e se pôs no cimo do monte Gerizim, e disse-lhes: ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós outros. Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram, à oliveira: Reina sobre nós. Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós. Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores? Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós. Porem a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos Homens, e iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós. Respondeu o espinheiro às árvores: se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano.(Jz 9:7-15)
Jotão, filho de Gideão, dirigido pelo Espírito Santo proferiu um apólogo, o mesmo que uma parábola, ou uma comparação.
As árvores, representando as pessoas, procuravam um rei, que os governa-se, e primeiramente convidaram a oliveira, pois produz o azeite de oliva, o óleo da unção, que é usado para alimento, beleza, saúde, etc. e espiritualmente representa o Bispo ou o Pastor, porque o Homem de Deus é que tem a unção do Espírito Santo para abençoar a vida, curar o corpo, alimentar a alma, etc. e como está escrito:
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas. (Lc 6:43-44)
No entanto, o Pastor preferiu ficar na igreja e recusou governar, fazendo assim a sua própria vontade e não a de Deus. Porque pensou que teria que deixar a unção para governar, mas, pelo contrário, ele pode governar e manter a sua unção. Mas como a oliveira recusou, as árvores, continuaram a procurar e convidaram a figueira, porque produz o figo que é doce e alimenta, e espiritualmente representam os obreiros ou diáconos da igreja, que são pessoas doces, amáveis, que tem o bom fruto do Espírito Santo, como está escrito:
Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. (Gl 5:22-23)
Mas a figueira também recusou, fazendo a sua própria vontade, e não a de Deus, recusando governar achando que deixaria de dar o bom fruto, mas pelo contrário, quem governa é que deve dar o bom fruto de um caráter irrepreensível. Então, continuaram as árvores a procurar o melhor governante e convidaram a videira, a videira produz os ramos, que produzem as uvas, o vinho e representam os membros da igreja, os convertidos pela palavra de Deus, pois, os cristãos tem a benção que é a uva e o vinho novo da palavra de Deus.
Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)
Mas a videira também recusou governar, preferindo fazer também a sua vontade e não a vontade de Deus, assim vemos que foi o próprio Deus, que colocou no coração do homem, um sistema de governo, após o dilúvio e a torre de Babel, e o fez para que os seus servos governassem e não os incrédulos, mas devido aos servos de Deus recusarem governar, temos sido governados desde então por espinheiros que espetam o povo com impostos exagerados e leis absurdas, mas isto tem que mudar.
Estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o Senhor, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre deles. (Dt 17:15)
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