A Norma não Consta na Nossa Língua Porguesa.

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Embora criticado pela iniciativa, o uso da tribuna não é para justificar-me, nem afirmar que utilizei o melhor caminho para alcançar o objetivo especifico de provocar uma ampla discussão sobre o tema. As razões que motivaram a iniciativa, também são amplamente divulgados pela imprensa, como foi o caso noticiado em fevereiro último, onde em uma escola publica na cidade de Santos/SP, um professor de matemática, em sala de aula, fez apologia ao crime, a prostituição, às drogas, utilizando-se de seis problemas matemáticos com os temas, tráfico, prostituição, roubo, assassinato e o uso de armas.

A exemplo, o professor passa aos alunos problemas onde pede para calcular qual a quantidade de pó de giz que um traficante devera misturar, para ganhar 20% a mais na venda de 200g de heroína? Ou com quantos clientes cada prostituta devera atender para que o cafetão compres sua dose diária de crack?

Temos o caso de Curitiba, no último novembro, onde foi distribuído para 150 escolas de 1° ano do ensino fundamental, uma prova de geografia que continha um cartoon, uma história em quadrinhos, com a ilustração caricada de um fazendeiro expondo o seu órgão genital às galinhas do lugar onde ele alimentava, insinuando que o mesmo abusava das penosas.

Em maio, uma professora da rede estadual foi afastada por permitir que um aluno, em sala de aula, manipula-se, de forma livre e diante dos demais alunos, maconha. A professora solicitou um trabalho com tema livre, e o tema escolhido por esse aluno foi a droga em questão.

Poderíamos aqui, citar tantos outros casos, como o famigerado kit homofóbico, que deu o que falar. O livro, que no dia 07 de julho o Ministério Publico mandou recolher em Londrina, por conter temas racistas, com ofensas a índios e negros. O trabalho proposto a uma turma de adolescentes, com o tema “pornografia”, que causou muita polemica, pois quando os alunos foram utilizar o buscador, obviamente da internet, ao colocar o assunto “pornografia”, abriam paginas, que ofendem a integridade da família.

Houve uma resistência muito grande da parte dos mais conservadores e a bancada religiosa do Congresso, composta por evangélicos, e também por católicos, cristãos de um modo geral, que saíram em defesa dos bons costumes, e em defesa da família.

Esse movimento também está acontecendo aqui na Assembleia Legislativa do Paraná, por vários deputados, que também se sentiram no dever de ampliar a discussão.

Por fim, cito o livro que foi pelo MEC supervisionado e avaliado, que seria utilizado na educação de jovens e adultos, o EJA. O livro intitulado “Por uma vida melhor”, com algumas frases que feriam o que é chamado de norma culta. Dos trechos, inclusive extraídos da pagina 15, traz a seguinte frase: “Os livro ilustrados”; “nós pega o peixe”; “os meninos pega o peixe”. E dito assim, mas eu posso falar “os livro”? Tendo como afirmação, “claro que pode”. Mudando o conceito de certo e errado para adequado e inadequado.

Diante de toda essa avalanche de informações, algumas mais exageradas que outras, penso ser isto um alerta de que alguma coisa não vai bem com aqueles que cuidam da educação brasileira ou os que estão a frente dos órgãos responsáveis, por tal.

Recordo-me até da data do dia 02 de junho, o livro “A Escola Ativa”, que é um guia de matemática que ensinava que “10-7=4”, quando todos sabemos que o resultado correto é 3, e que “16-8=6”, quando o resultado correto é 8.

Utilizando de minha equipe de advogados, por sinal, muito competente, que me auxiliam na prerrogativa legiferante, criamos uma lei. No fundo essa lei, é um clone de uma lei de iniciativa do Poder Legislativo Estadual do Estado do Rio de Janeiro, e de pronto, protocolei, e ai vieram as críticas, de pessoas letradas e doutores dos mais diversos cantos do estado, e fora dele, alegando que fui precipitado em fazê-lo.

Participei de diversos debates, inclusive com pedagogos e professores, e isso veio a confirmar o que acreditava, que faria o papel em provocar a sociedade e também as autoridades para discutir o que está acontecendo com o Ministério da Educação, e as Secretarias de Educação, municipais e estaduais.

A educação brasileira ainda é sofrível, e que ela ainda deixa muito a desejar todos sabemos, só que reclamar não basta. Talvez a proposição não prospere, tomara que sim, pelo menos para que os demais parlamentares, em plenário deem a sua contribuição e façam as criticas ou as sugestões, para que um alerta, um grande brado, ecoe até a nossa Secretaria de Educação.

Um caloroso abraço.

Pastor Edson Praczyk
Deputado Estadual

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