A qual grupo você pertence?

Decidi compartilhar, o texto de autoria desconhecida, que recebi pela segunda ou terceira vez, por achá-lo oportuno em tempos em que surgem tantos críticos, que exploram principalmente os meios de comunicação para expressar sua “indignação”, mas, habitualmente cruzam os braços como que a responsabilidade de mudança fosse obrigação apenas dos outros. Há um apresentador de TV, que vive fazendo críticas generalizadas aos políticos, e ainda diz: “não sou candidato à nada”; “não sou filiado a nenhum partido político”, mas que bom seria se fosse, se tivesse a mesma “coragem” que tem para criticar, para juntar-se aos que querem mudar o Brasil, colocando seu nome a disposição e disputando uma eleição.

Acredito piamente que todas mudanças externas começam no interior daqueles que as desejam. Vamos ao texto então:
Tínhamos uma aula de Fisiologia na escola de medicina logo após a semana da Pátria. Como a maioria dos alunos havia viajado, aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral.
Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com admirável paciência tentou começar a aula, mas sem nenhum sucesso.
Com um certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou. Ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa.
Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei.
Veja o que ele falou: “Prestem atenção, porque eu vou falar isso uma única vez”, disse, levantando a voz, e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala. O professor continuou: “Desde que comecei a lecionar – isso já faz muitos anos – descobri que nós, professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos, observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção, notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; generalizando ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois, se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora. Então, teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo, sabendo ter investido nos melhores. Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso.
Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.”
Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Fisiologia durante todo o semestre. Afinal, quem gostaria de, espontaneamente, ser classificado como fazendo parte do resto?
Hoje, não me lembro muita coisa das aulas de Fisiologia, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não. Só o tempo dirá a que grupo você pertence. Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos; se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

Deputado Pastor Edson Praczyk
Deputado Estadual
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